domingo, 4 de agosto de 2013

BUCATINI ALLA MATRICIANA

Hoje eu vou dar uma receitinha bem fácil e muito gostosa, Bucatini Alla Matriciana. Acho que assim como eu, muita gente tem o domingo como um dia em que normalmente a gente come uma massa (ou pasta para os mais “friscurentos”)!! Minha Vó Lina, mãe da minha mãe, era uma cozinheira de mão cheia (definitivamente não herdei dela esse dom rsrsr) e normalmente, quando íamos almoçar na casa dela, aos domingos, ela preparava algum prato da culinária italiana, já que era descendente de italianos. Claro que as massas eram feitas por ela, de maneira artesanal e com toda a paciência do mundo, com aqueles rolos e aquelas máquinas manuais que são fantásticas! A área de serviço do apartamento da Vó Lina era um pouquinho bagunçada, com massas frescas penduradas por tudo quanto é lado e um “pouco” de farinha de trigo espalhada por todos os cantos. Mas uma coisa eu posso lhes garantir, isso conferia aos pratos dela sabores únicos, daqueles sabores que ficam arraigados na nossa memória e sempre que algo a eles nos remete nos faz voltar em um túnel do tempo, onde a felicidade era muito mais acessível e tudo era muito mais simples, nos vemos na infância. Vó Lina fazia uma lasanha divina, macarrões deliciosos, um feijão batido campeão, etc.. Tudo que ela fazia era muito gostoso, na cozinha ela era campeã. Quisera eu poder fazer as receitas da Vó Lina... Mas essa receita que vou passar não me foi ensinada por ela, nem tampouco pude provar em sua casa, trata-se de uma receita da Revista Prazeres da Mesa do mês de julho de 2013, mas é uma massa bem interessante e fácil de ser preparada. Bem, vamos a receita:

Ingredientes para o Bucatini alla Matriciana

500 g de Bucatini (Bucatini, também conhecido como perciatelli, é um grosso espaguete, com um buraco que atravessa o centro. O nome vem do italiano : buco, que significa "buraco", enquanto bucato significa "trespassaram").
300 g de bacon picado
500 ml de molho de tomate
60 ml de azeite
1 colher (de sobremesa) de cebola picada
1 colher (chá) de pimenta calabresa seca
3 dentes de alho picado
Queijo Pecorino, pimenta-do-reino moída na hora e sal a gosto

Preparo:
Corte a cebola pela metade e parta essas metades em pedaços bem finos. Em uma frigideira, coloque o azeite, o bacon, a cebola , o alho e a pimenta calabresa (aqui vai uma dica, se vc quiser um pouco mais apimentado, acrescente a colher inteira de pimenta, se vc quiser menos apimentado pode colocar só meia colher da pimenta que o prato fica bem temperado). Salteie ao fogo médio-baixo, para que o bacon solte a gordura e doure lentamente até ficar quase crocante. Retire o excesso de gordura da frigideira, deixando só um pouquinho. Acrescente o molho de tomate e cozinhe ao fogo médio-alto por 10 minutos. Reserve.

Cozinhe o macarrão em água salgada até que fique al dente. Escorra e misture com o molho e sirva com o queijo pecorino ralado e, se quiser, pimenta-do-reino a gosto. 



Para acompanhar, recomendo um vinho com menos álcool e com menos tanino, para evitar que potencializem a sensação picante. Nesse caso, o vinho que tomei, Saladini Pilastri - 2010, Rosso Piceno/Itália, não harmonizou com o prato, potencializou demais o picante do prato e ficou desagradável, apesar do vinho ser muito bom, bem equilibrado, mas com taninos presentes e com bom final de boca.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Restaurante O Dádiva - O retorno

Bem, já se vai algum tempo que não escrevo sobre um restaurante de Belo Horizonte, aliás já tem um bom tempo que não escrevo aqui no blog sobre qualquer assunto. Mas acho que está na hora de falar um pouquinho sobre as minhas últimas experiências gastronômicas em BH. Tenho, é verdade, andado sumido das mesas dos restaurantes daqui, muito em virtude da vida atribulada causada pelo trabalho e muito pela doce presença em minha vida (e de a minha esposa, é claro) da princesinha Laura, minha filhota que nasceu em fevereiro deste ano e desde então só tem trazido alegria e amor para as nossas vidas.
Mas nesse domingo último, dia 08/06/2013, eu e Isabela resolvemos dar uma saidinha para almoçarmos, escapulir um pouco da rotina e curtirmos um pouco o dia! Como sempre, lá em casa, a escolha de um restaurante é uma experiência demorada, sempre vem a nossas cabeças as mesmas opções de lugar e ficamos, normalmente, com dúvida até a hora de entrarmos no carro e partir. Desta feita não foi diferente! Queria eu, a princípio, experimentar o já conhecido e falado "Borracharia Gastropub", um bar/restaurante que tem feito já seu nome na cena belorizontina (pra quem quiser ler um pouco sobre a Borracharia, segue um link: http://vejabh.abril.com.br/guia/local.php?id=55085&guia_id=2 ). Esse desejo teve que ficar um pouco de lado, já que passei na porta e vi que a "Borracharia" estava fechada naquele dia.
Diante disso, surgiu novamente a dúvida de qual lugar iríamos. Decidimos, com a certa dificuldade de sempre, dar uma nova chance ao Restaurante "O Dádiva". Nova chance porque das últimas vezes que lá estivemos, e aí já se vai um bom tempo, não fomos felizes em nossas escolhas e o restaurante já não nos chamava a atenção. Porque restaurante a gente sabe que é assim, né? Você vai uma vez e acha ótimo, vai outra acha ótimo, na vez que você vai e não gosta já começa uma certa implicância e a chance de não voltar é grande rsrsrsrs.
O Restaurante fica muito bem localizado, no coração do bairro de Lourdes, onde estão muitos restaurantes e bares da nossa capital!
O Restaurante possui serviço de manobrista, o que já lha "arranca" R$ 13,00 de cara, mas como hoje em dia a dificuldade de estacionar um carro é grande e requer muita paciência, acaba sendo uma "saída" para os acomodados e preguiçosos como eu.
O ambiente do Restaurante é muito bom, um lugar arejado, amplo, muito confortável, realmente muito bonito. Existe a opção de mesas na varanda (calçada) ou no salão. Optamos pelo salão por ser mais tranquilo, mas as mesas do lado de fora são bem interessantes também.
No salão, conforme se pode verificar pela foto abaixo, há quatro monitores fixados na parede, que reproduzem a confecção por um chef dos pratos constantes do menu, algo bem interessante e que ajuda até a escolher o prato que o comensal vai arriscar no dia.
O atendimento é bom, atencioso, cortês, com garçons e maitre sempre disponíveis, sempre dispostos a atender de maneira simpática e educada.


A carta de vinhos do restaurante é bem interessante, tendo uma amplitude grande, com vinhos variando de R$ 66,00 à R$ 11.512,00! Isso mesmo, R$ 11.512,00!!! Esse é um daqueles vinhos proibitivos, um  daqueles franceses graúdos, que a gente só fica na imaginação e, claro, tem um pinguinho de inveja de quem pode beber!!! Mas a inveja é um pecado e não devemos confessar em público, né?!!!! rsrsrsrsrs
Acabei não bebendo vinho, já que teria de fazê-lo sozinho, tendo em vista a condição de lactante da Isabela, fornecendo ainda, à pequena Laura, a mais importante das bebidas, o Leite Materno! Eu disse a mais importante, não disse a melhor! Se as crianças soubessem, ou melhor, pudessem saber como é bom um vinho, por exemplo, trocariam esse leitinho na hora!!!!
Fiquei no choppinho gelado, muito bem tirado, mas caro (R$ 6,00 a tulipa).
Procuramos no cardápio uma entrada mas nado nos agradou, as opções são poucas e não nos apeteceram. Optamos pelo tradicional "couvert", que não tinha nada de especial: uma cesta de pães, azeite, manteiga, um tomatinho com queijo e azeite, uma torradinha com cogumelos, uma espécie de coalhada com um leve toque de limão e só! Nada de se encher os olhos, mas serviu para aplacar um pouco a fome até fazermos os pedidos e aguardar os pratos.


A escolha dos pratos é sempre outro dilema!! Eu gosto sempre de variar, buscar coisas novas e conhecer novos sabores, o que já me valeu algumas "quebradas-de-cara" homéricas, mas eu sigo em frente, saindo muitas vezes do tradicional e arriscando. A Isabela não, ela fica mais no tradicional, acho que tem um pouco de medo de errar e de quebrar a cara! As vezes acho que ela está certa, as vezes não! Ainda não consegui chegar a uma conclusão do que é melhor! Bem, escolhemos nossos pratos, Isabela optou por um Medalhão com Roty, Purê "Rebuchon" com alho assado e Tempurá de Sálvia.


O visual do prato é muito interessante, excetuando o Filé que veio um pouco "ressecado", mas nada que o molho Roty não resolvesse. O purê "Rebuchon" não disse a que veio, estava um pouco ressecado e em nada diferia de um purê normal, a exceção do fato de estar "seco", mas estava gostoso. A carne estava mais para bem passada, a pedido da comensal, que só come carne assim (eu sei, acho um sacrilégio também, mas gosto é gosto)! As sálvias compunham bem o prato e estavam bem gostosinhas. Nota 7,5/8 para o prato - Preço aproximado de R$ 65,00.
A minha escolha, apesar de não ser nada exótico ou diferente, foi saindo das carnes tradicionais e indo para o pato. Optei por um Magret de Pato com Pak Choi, manga grelhada, arroz de camargue e spéculoos! Confesso que o vídeo com o preparo da receita, que passou nas televisões do salão, me inclinaram a fazer essa escolha. Mas você deve estar se perguntado: "Que diabos é Pak Choi"? Pois é, confesso que eu nunca tinha ouvido falar até essa ida ao restaurante. Pak Choi nada mais é que um vegetal, da família do repolho (isso eu descobri olhando na internet), mas se parece mesmo com um aipo! O sabor é interessante, puxando mais para o aipo! Arroz Camargue é um caso a parte, trata-se de um arroz proveniente do delta do Rio Ródano, na Provence, Sul da França, possuindo selo de IGP (Indication Geographique Protegêe) - Tirei isso tudo da internet, viu?! Depois pesquisem lá!! rsrsrsrs É um arroz mais "duro", bem "al dente" mesmo! Para o nosso gosto é um pouco estranho, mas é interessante! 
O prato é agradável, tem um bom sabor, nada de extraordinário não, mas o pato estava no ponto certo, o Pak Choi bem gostoso. Os spéculoos não aparecem no prato, não fizeram qualque diferença. Nota do prato 7,5! Preço do Prato R$ 85,00. 






Tivemos um almoço agradável (tirando o preço que é salgado) com uma boa comida, chopp gelado, papo muito agradável sobre as vicissitudes decorrentes da chegada da Laurinha em nossas vidas, mas saí do restaurante com a impressão de que faltava algo, de que as coisas não estavam no seu ponto ideal. Saí com aquela impressão de que provavelmente não volto, já que nada me encantou a ponto de me chamar novamente lá e confesso que não está entre os lugares que recomendaria a um amigo, sem medo de errar. De qualquer forma, quem quiser conhecer, vale o ambiente e o clima. Um abraço a todos






terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Risotto com Tomate e Creme de Burrata


Amigos, depois de um longo e tenebroso inverno, voltarei a postar aqui no BLOG. 
Hoje postarei uma receita que muito me agrada e é bem simples de ser preparada, Risotto com Tomate e Creme de Burrata. 
Para quem não conhece, a Burrata é um tipo de queijo, originário da região de Puglia, na Itália, e é considerado um meio termo entre a mussarela de búfala e a manteiga – seu nome, inclusive, é derivado da palavra burro, que significa manteiga em italiano. Segundo o chef Marcelo Lira, do Gabbiano, a burrata leva 40% de mussarela de búfala, 40% de mussarela convencional e 20% de creme de leite. “É um queijo muito cremoso, ótimo para servir como antepasto”, diz ele.
Com um gosto leve e quase azedo, a burrata deve ser consumida fria. “No calor, a burrata se desmancha, o creme de leite vira gordura saturada e estraga o sabor”, explica Marcelo. “Além da consistência cremosa, não ir ao fogo é a outra grande diferença entre a burrata e a mussarela”, acrescenta ele.
A burrata combina com vegetais frios, como berinjela e abobrinha, pães em geral, como o italiano e a ciabatta, e torradas. “Esse queijo também pode ser usado como ingrediente de saladas”, ensina Marcelo. (fonte http://gnt.globo.com/receitas/Os-segredos-da-burrata--queijo-cremoso-que-vem-da-Italia.shtml)

Pois bem, feita essa pequena introdução, passemos à receita:

Serve 4 porções

Para o Molho de Tomate

·         50 g de cebola picada
·         75 ml de óleo extravirgem de oliva
·         20 g de manjericão (folhas)
·         500 g de tomates pelados com o suco
·         Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Para o Creme de Burrata

·         400 g de Burrata
·         30 g de manjericão (folhas)
·         Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Para o Risotto
·         50 g de cebeloa picada
·         50 g de manteiga
·         320 g de arroz próprio pra risotto
·         200 ml de vinho branco
·         1 litro de caldo de carne quente
·         O molho de tomate já preparado e reservado
·         50 ml de óleo extravirgem de oliva
·         Queijo tipo grana padano ralado para polvilhar

Modo de Preparo

Molho de Tomate

1.      Em uma panela preaquecida, refogue a cebola no óleo quente, até ficar dourada.
2.      Acrescente as folhas de manjericão e, em seguida, os tomates pelados picados e o suco destes. Tempere com sal, pimenta e deixe cozinhar por uns 30 minutos, em fogo baixo.
3.      Reserve

Creme de Burrata

1.      Em um processador, coloque a burrata em pedaços e bata bem.
2.      Retire do processador, tempere com o sal e a pimenta-do-reino a gosto e acrescente as folhas de manjericão.

Risotto

1.      Em uma panela preaquecida refogue a cebola em metade da manteiga, até ficar translúcida. Reserve a manteiga que sobrou.
2.      Acrescente o Arroz e refogue por uns 4 minutos, mexendo sempre.
3.      Adicione o vinho branco e deixe no fogo até evaporar, sempre mexendo.
4.      Acrescente o molho de tomate preparado e reservado, mexendo sempre.
5.      Em seguida, vá acrescentando o caldo de carne, aos poucos, mexendo sempre até o arroz atingir o ponto ideal, que é al dente.
6.      Retire do fogo e polvilhe o queijo
7.      Junte a manteiga restante e misture bem até o risotto ficar cremoso.

Para a preparação do prato, acrescente o Risotto e, por cima, um pouco do creme de Burrata, como na foto abaixo. Fica muito bom, vale a pena.



Bom apetite a todos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Lombo de Porco com Risoto de Arroz Negro

Segue mais uma receitinha para os amigos que acompanham o blog. Algumas modificações na receita original devem ser feitas. A primeira delas diz respeito ao Risoto de Arroz Negro. Tentei de tudo quanto é jeito fazer com que esse tal de "arroz negro" virasse um risoto, mas não consegui. Sugiro aos amigos que preparem o arroz negro da forma com que se prepara um arroz normal. Ficar mexendo ele e acrescentando o caldo, como se faz no risoto normal, é um trabalho hercúleo que não atinge o resultado esperado, fiquei mais de 40 minutos mexendo e o arroz ficou duro, não ficou al dente.
Outra dica importante é na redução de laranja. Utilizem bastante suco, mais de 1 litro, para se ter uma boa quantidade. Além disso, uma boa dica é acrescentar uma pimentinha rosa na preparação. Fica show.


Para 4 porções
Lombo
500 g de Lombo de Porco
1 cebola grande picada
3 dentes de alho picados
Vinho Branco
Alecrim
Tomilho

Risoto
200 g de arroz negro
80 g de cream cheese
40 g de manteiga sem sal
1,5 litro de caldo de frango
30 ml de vinho branco
1/2 cebola picada
Sal e pimenta-do-reino

Tomate Confit
16 unidades de tomate-cereja sweet
Azeite de oliva, vinagre de framboesa, sal grosso, ramos de alecrim e tomilho a gosto

Redução de laranja
1 L de suco de laranja
100 ml de mel
Sal e pimenta-do-reino
Pimenta Rosa

Modo de preparar:
Tomate Confit
1 Coloque em uma assadeira os tomates, o azeite, o vinagre de framboesa, o alecrim, o tomilho, o sal e a pimenta-do-reino. 2 Leve para o forno preaquecido a 120 oC por 20 minutos; reserve em temperatura ambiente.
Redução de laranja
1 Coloque o suco de laranja com mel em uma panela e deixe reduzir em fogo baixo até engrossar. 2 Acerte o sal e a pimenta-do-reino.
Lombo
Coloque a cebola, o alho, o sal, a pimenta do reino e o vinho branco e as ervas em um recipiente, com o lombo, deixando ele marinar por pelo menos 2 hs. Em seguida, coloque o lombo com um pouco de caldo no forno a 150 oC por 30 a 40 minutos. 2 Aumente para 200 oC e deixe até dourar.

Risoto
1 Em uma panela derreta a manteiga, sue a cebola por 1 minuto até ficar transparente sem deixar escurecer. 2 Acrescente o arroz e salteie por 2 minutos, junte o vinho branco e deixe evaporar o álcool. 3 Coloque 400 ml de caldo aquecido, abaixe o fogo e cozinhe; acrescente o restante do caldo aos poucos, até o arroz ficar al dente. 4 Adicione o cream cheese, tempere com sal e pimenta-do-reino, desligue o fogo e coloque 1 colher (sopa) de manteiga.

Montagem
No centro do prato coloque o risoto com alguns tomates confit, uma fatia grossa do lombo e regue com a redução de laranja; decore com ramos de tomilho e alecrim.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Rio de Janeiro - Restaurante Restô Ipanema

Esse final de semana estive na cidade maravilhosa, cantada em prosa e verso pelos maiores poetas da música que o país já teve, Tom e Vinícius! Sem dúvida alguma o Rio de Janeiro merece todas as homenagens que lhe são rendidas porque é, realmente, a “cidade maravilhosa”.  Nessa oportunidade, guiado pelo amigo Fábio Figueiredo, estivemos em vários restaurantes e bares, principalmente na região do Leblon, e pude constatar que a beleza natural, conjugada com as ruas aconchegantes, fizeram com que se criasse a aura perfeita para se curtir momentos deliciosos e bucólicos, regado a um chopp sempre gelado e aos belos tira-gostos (empadinhas e bolinhos deliciosos). Digo, de antemão, que as ruas de Copacabana e Ipanema não deixam nada a desejar, tudo muito bonito
Mas vamos falar das experiências gastronômicas, né? A primeira que gostaria de compartilhar com vocês é de um restaurante chamado Restô Ipanema (http://www.clubeconecta.com.br/clube-conecta/site/resto/index.jsf). A região já é privilegiada, fica na rua Joana Angélica, nº 184 esquina com a famosa Rua Nascimento Silva. Para quem não sabe, a rua Nascimento Silva ficou famosa por ter sido habitada, durante um bom período, por ninguém menos que Tom Jobim. O maestro viveu no número 107, onde recebia os amigos, para boas noitadas regadas a whisky e cerveja, culminando em composições maravilhosas que depois correriam o mundo em grandes sucessos. Para se ter uma idéia, dessa rua Nascimento Silva 107 "nasceu" (com o perdão do trocadilho), nada mais nada menos que a música "Garota de Ipanema", que posteriormente se tornaria a música mais regravada em todo o mundo. Nesse mesmo local nasceram várias das músicas que Tom fez em parceria com Vinícius e Newton Mendonça. Dessas músicas, algumas foram gravadas por Elizete Cardoso no disco "Canção do Amor Demais". 
Mas vamos falar do restaurante. O Restô Ipanema foi surpreendente. Tivemos no início uma dificuldade pra conseguir uma mesa já que éramos 10 pessoas  e o ambiente é pequeno. Pudemos ficar aguardando a mesa no bar, tomando uma cerveja e em 30 minutos a nossa mesa estava a nos esperar. Pelo adiantado da hora, prontamente fizemos os nossos pedidos. A casa adota o valor de R$ 70,00 por pessoa que dá direito a uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Digo a vocês com muita tranqüilidade, é muito barato pelo que eles proporcionam.  

Pedi de entrada um Oeuf en Meurette (que é um Ovo pochê servido sobre espelho de vinho tinto, com cubinhos de bacon e cogumelos Paris à provençal, salpicado com croutons). Sem medo de errar, estava delicioso. Um sabor incrível com uma textura maravilhosa. Todos adoraram as entradas que pediram e eu, evidentemente, não vou me recordar de todas.


O meu prato principal foi um picanha com Cuz-Cuz Marroquino e cebola empanada, acompanhado de um molho delicioso. A principal nem parece um prato sofisticado, mas quando se come,  a junção do molho com a carne e o Cuz-Cuz Marroquino fica perfeito.


A Isabela pediu um Farfalle Mama Moderna que consiste em: Massa italiana, cubinhos de frango salteados,, berinjela, tomate cereja, pistache, alcaparras e hortelã. Ela achou maravilhosa a massa, para ela uma das melhores que ela já comeu.

O Fábio Figueiredo, o amigo que nos indicou esse belo restaurante, comeu um prato chamado Pato Loh, que é o Magret de pato grelhado com sua coxa confit, purê de maçã ou de batata barôa e molho de champignon. 

A Fernanda Zanini, que nos acompanhava também, comeu um prato chamado “Fantasia do Pescador”, que é feito com Filezinhos de linguado grelhados com creme de curry, camarões VMs sobre berço de chutney de tomate, acompanhados de risotto de uvas com estragão e molho de camarão.

De sobremesa pedi uma deliciosa torta de limão que estava divina.

Indico a vocês, sem dúvida alguma, esse restaurante. Além de ser um restaurante muito agradável, com um ambiente pequeno e aconchegante, a comida é deliciosa (também pudera, o chefe Alexandre Souto Jorge frequentou o Le Cordon Bleu), os pratos são muito bem servidos e é muito bem freqüentado. Vale a pena!
Ps: Algumas fotos não ficaram muito boas porque foram tiradas do meu celular, as com maior nitidez foram obtidas no site do restaurante.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mi Buenos Aires Querido - 4ª Parte



Vou falar de mais uma experiência gastronômica de Buenos Aires, o Restaurante Le Sud. Possui localização privilegiada: no luxuoso Hotel Sofitel Buenos http://www.sofitel.com/gb/hotel-3253-sofitel-buenos-aires/index.shtml), na elegante Calle Arroyo, uma rua muito agradável para se passear, onde se encontram as principais galerias de arte da cidade, além de várias embaixadas instaladas em prédios maravilhosos. 
A primeira coisa que nos chamou a atenção no restaurante foi o atendimento, feito por uma hostess muito preparada e muito educada, que sempre com uma cara boa tirava nossas dúvidas e explicava os pratos. O restaurante tem um ambiente aconchegante, até mesmo luxuoso, mas sem ser muito pomposo.




Antes da chegada do prato principal, nos foi ofertado uma entradinha de atum, com um bolinho, que não sei o nome, muito leve e deliciosa!



Como prato principal escolhi um lomo de ternero (filé de novilho), com uma torre de papas fritas! A carne estava macia, suculenta, ao ponto, deliciosa.


A Isabela e minha sogra escolheram como prato principal um Ravioli com molho de tomates, que estava realmente delicioso.


Meu sogro escolheu uma palheta de cordeiro, que também estava muito boa, no ponto certo, muito bem temperada, acompanhada por um purê de batatas! 



Apesar de estar localizado em um luxuoso hotel, num ponto requintado da cidade, não se trata de um restaurante caro, os preços são bons e o atendimento é campeão. Vale a pena conferir!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Spaghetti Alla Carbonara

Amigos,
segue abaixo mais uma receita especial!Esse Carbonara que preparo é um pouco diferente das receitas tradicionais, ou melhor, é bem diferente! A principal diferença é sentida na hora de comer, quando se tem um prato leve e muito saboroso, diferente dos Carbonaras tradicionais que são muito oleosos e pesados.
Vale a pena experimentar!

Spaghetti Alla Carbonara - Serve 4 pessoas


  • 360 g de espaguete (nº 12)
  • 200 g de queijo parmesão
  • 150 g de tomates-cereja
  • 120 g de bacon cortados em cubinhos ou em tiras finas
  • 120 g de pancetta cortadas em tiras finas
  • 50 g de pimenta do reino amassada
  • 20 g de sal e 20 g de açúcar 
  • 150 ml de creme de leite
  • 10 folhas de sálvia
  • 4 gemas (peneiradas)
  • 4 bouquets de manjericão (para enfeite)
Modo de Preparo:

1) Em uma tigela, misture as 4 gemas peneiradas, o creme de leite, 50 gramas de parmesão e uma pitada de sal e reserve; 2) Pegue uma assadeira, derrame 1 colher de azeite, coloque os tomates-cereja e espalhe bem até que eles fiquem cobertos pelo azeite em seguida pegue a mistura de sal e açúcar e despeje nos tomatinhos e leve ao forno, por 40 minutos, a 130°; 3) Em uma panela preaquecida, coloque o bacon e a pancetta; deixe refogar até que toda a gordura se dissolva; retire em seguida e reserve; 4) Cozinhe o espaguete em água e sal até ficar al dente; depois de pronto o espaguete, acrescente o bacon e a pancetta, os tomates-cereja, a sálvia e, por último, a mistura do creme de leite com as gemas e parmesão; 5) Divida a massa em 4 pratos quentes, polvilhe com parmesão ralado e com a pimenta-do-reino amassada, decorem com o bouquet de manjericão!






Podem experimentar, é fácil de fazer e fica realmente delicioso.